Panteão Nacional
A cúpula de Santa Engrácia, as obras que demoraram três séculos e o lugar onde Portugal guarda Camões, Amália, Eusébio e Sophia de Mello Breyner.
Igreja de Santa Engrácia
O Panteão Nacional ocupa a antiga Igreja de Santa Engrácia, cuja cúpula branca domina o casario de Alfama, junto ao Campo de Santa Clara. A história do edifício explica uma expressão bem portuguesa: a igreja começou a ser construída por volta de 1570, a capela-mor ruiu em 1681 e, em 1682, lançou-se a primeira pedra de um novo projeto do mestre João Antunes – que só ficaria concluído em 1966, quase três séculos depois. Daí as "obras de Santa Engrácia", para falar de algo que nunca mais acaba. Classificado como Monumento Nacional em 1910, foi destinado a Panteão Nacional por uma lei de 1916. O interior, em planta de cruz grega com paredes ondulantes, é uma obra-prima do barroco português, revestida a mármores policromos. Aqui estão os cenotáfios de Luís de Camões, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Nuno Álvares Pereira e do Infante D. Henrique, e os túmulos de presidentes, escritores como Almeida Garrett, Sophia de Mello Breyner e Eça de Queiroz, de Amália Rodrigues e de Eusébio. Do terraço, a 40 metros de altura, a vista sobre o Tejo é inesquecível.
Localizado em: Panteão Nacional
Endereço: Campo de Santa Clara, 1100-471 Lisboa
Horário: 10:00-17:00 de outubro a março, 10:00-18:00 de abril a setembro (encerra à segunda-feira)
Telefone: +351 218 854 820
Coordenadas: 38.7149780, -9.1246825
Autocarros: 734, 712, 728, 735, 759, 781, 782
Elétrico: 28E
Metro: Santa Apolónia (Azul)
Comboio: Estação de Santa Apolónia
Inauguração: 1682 (primeira pedra, 344 anos)