Museu Bordalo Pinheiro

No Campo Grande, desde 1916, a casa-museu da caricatura, da cerâmica e do Zé Povinho de Rafael Bordalo Pinheiro.

Museu Bordalo Pinheiro
Museu Bordalo Pinheiro - Hipersyl, CC BY-SA 4.0

Museu Bordalo Pinheiro

O Museu Bordalo Pinheiro nasceu da coleção reunida por Artur Ernesto de Santa Cruz Magalhães (1864–1928), poeta, crítico, humorista e admirador incondicional de Rafael Bordalo Pinheiro, que fundou o museu em homenagem ao artista e o dirigiu até morrer. Em 1913 encomendou ao arquiteto Álvaro Machado a moradia do Campo Grande, distinguida em 1914 com uma menção honrosa do Prémio Valmor, e o museu abriu ao público a 6 de agosto de 1916. Em 1924 o colecionador doou-o à Câmara Municipal de Lisboa e, depois de obras, reabriu em 1926 sob a direção da sobrinha, Julieta Ferrão, a primeira mulher a dirigir um museu em Portugal. Em 1992 juntou-se-lhe um edifício novo, nas traseiras, com uma galeria de exposições temporárias; danos estruturais causados por uma construção vizinha obrigaram a encerrá-lo em 1999, e reabriu em 2005, após uma requalificação profunda. Desde 2016, ano do centenário, é gerido pela EGEAC. O acervo, com mais de 13 mil objetos e uma biblioteca especializada que existe desde a fundação, reúne desenho, gravura, pintura, cerâmica, azulejo, fotografia e documentação de Rafael Bordalo Pinheiro e do filho, Manuel Gustavo, do desenho humorístico e da caricatura, com o célebre Zé Povinho, à cerâmica, e é apresentado de forma rotativa. A entrada faz-se por uma alameda coberta por uma glicínia com décadas de vida.

Localizado em: Museu Bordalo Pinheiro
Endereço: Campo Grande, 382, 1700-097 Lisboa
Horário: terça a domingo 10:00-18:00 (encerra à segunda-feira e a 1 jan, 1 mai, 24, 25 e 31 dez)
Telefone: +351 215 818 540
Coordenadas: 38.75889, -9.15417
Autocarros: 701, 717, 736, 750, 767, 798, 45B, 778, 747, 46B
Metro: Campo Grande (Amarela, Verde), Cidade Universitária (Amarela)
Inauguração: 1916 (110 anos)